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Fim da Taxa das Blusinhas? O Que Muda para Dropshipping no Brasil em 2026

By: SIB Content Team
May 15, 2026
16 min de leitura
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SIB Content Team

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Veja o que muda com o fim da Taxa das Blusinhas para compras até US$50 e como dropshippers no Brasil devem recalcular custos e margens.
Veja o que muda com o fim da Taxa das Blusinhas para compras até US$50 e como dropshippers no Brasil devem recalcular custos e margens.

Depois de quase dois anos pesando no preço das compras internacionais de baixo valor, a chamada “Taxa das Blusinhas” chegou ao fim na cobrança federal. Com a nova Medida Provisória publicada pelo governo(12/05), compras internacionais de até US$50 deixam de pagar os 20% de imposto federal de importação.

 

Para muitos dropshippers brasileiros, essa mudança soa como um alívio. Produtos pequenos, leves e de menor valor podem voltar a ganhar competitividade no mercado brasileiro. Por exemplo, os acessórios, itens de beleza, produtos para pets, organização de casa, pequenos eletrônicos e presentes criativos.

 

Mas vale ir com calma. A mudança não significa importação totalmente livre de impostos: o ICMS estadual continua sendo cobrado, e custos como frete, câmbio, produto, margem e operação logística ainda precisam entrar no cálculo final.

 

Neste artigo, você vai entender o que era a Taxa das Blusinhas, o que realmente mudou em 2026, quais custos continuam impactando o preço final e por que essa nova regra pode reabrir espaço para produtos de baixo ticket no dropshipping brasileiro.

 

O que era a Taxa das Blusinhas?

 

A partir de 1º de agosto de 2024, o governo brasileiro passou a aplicar a Taxa das Blusinhas sobre produtos de varejo internacional, com objetivo de combater o contrabando e forçar a regularização das plataformas de comércio online.

 

Esse imposto foi implementado dentro do programa Remessa Conforme, criado para regulamentar as remessas internacionais. Na época, a regra estabelecia a cobrança de 20% de imposto para produtos de até US$50, enquanto compras entre US$50,01 e US$3.000 continuavam sujeitas à alíquota de 60%.

Na prática, essa cobrança deixou muitos produtos baratos menos competitivos no Brasil. Para consumidores, o preço final ficou mais alto. Para dropshippers e sellers que trabalhavam com produtos de baixo ticket, a margem ficou mais apertada e muitos itens deixaram de fazer sentido para venda. 

 

Na época, também explicamos essa mudança em detalhes neste artigo: Compras internacionais até US$50 serão taxadas desde 1º de agosto

 

Como funcionava antes da Taxa das Blusinhas?

 

Antes da Taxa das Blusinhas, compras internacionais de até US$50 eram isentas do Imposto de Importação federal. O consumidor pagava apenas o ICMS estadual, com alíquota unificada de 17% no programa Remessa Conforme.

 

Na prática, uma compra de R$100 chegava a aproximadamente R$120,48 após a cobrança do ICMS.

 

Como ficou o preço com a cobrança de 20%?

 

Com a nova regra, compras de até US$50 passaram a pagar 20% de Imposto de Importação federal antes da aplicação do ICMS.

 

Usando o mesmo exemplo, uma compra de R$100 passou a custar cerca de R$144,58 no preço final. Ou seja, o mesmo produto ficou aproximadamente R$24 mais caro.

 

Exemplo de compra Antes de taxa federal Com a taxa de 20%

Produto de R$100

R$120,48

R$144,58

Diferença final

+R$24,10

 

O que mudou em 2026?

 

Em 2026, o governo federal publicou uma Medida Provisória que zerou o Imposto de Importação federal para compras internacionais de até US$50. Na prática, isso significa que a cobrança federal de 20% deixou de ser aplicada nessa faixa de valor.

 

No entanto, a mudança não elimina todos os custos da importação. O ICMS estadual continua sendo cobrado, e o preço final ainda pode ser impactado por frete, câmbio e custos operacionais.

 

Antes

Agora

20% de imposto federal para compras até US$50

Imposto federal zerado

ICMS estadual continuava sendo cobrado

ICMS continua sendo cobrado

Produtos baratos perderam competitividade

Produtos abaixo de US$50 podem voltar a ser mais atrativos

 

A mudança foi apresentada pelo governo como uma forma de beneficiar a população de baixa renda, que recorre ao varejo online de baixo custo. Ao mesmo tempo, parte da indústria e do varejo nacional vê a medida com preocupação, por acreditar que ela aumenta a concorrência com produtos importados. 

 

Para dropshippers, o impacto mais importante está na margem: produtos pequenos, leves e baratos podem voltar a ser testados com mais fôlego. Mas o ICMS estadual, o frete, o câmbio e os custos de operação continuam entrando na conta.

 

O que ainda continua entrando no custo final?

 

Sim, ainda existem outros custos incluídos no processo total de dropshipping. Embora o imposto federal seja zerado para compras de até US$50, o dropshipper ainda precisa prestar a atenção para o custo completo da operação. Na prática, ainda entram na conta:

 

Custo

Ainda precisa considerar?

Impacto no custo final

Imposto federal para compras até US$50 

Não, foi zerada

A cobrança de 20% deixou de ser aplicada em 12/05.

ICMS estadual

Sim

Continua sendo cobrado nas compras internacionais.

Frete internacional

Sim

Pode variar conforme peso, volume, destino, método de envio e prazo de entrega. 

Câmbio

Sim

A variação do dólar pode aumentar ou reduzir a margem do seller. 

Custo de produto

Sim

Além de sourcing, pode considerar qualidade, estabilidade do fornecedor, variação por SKU, e possíveis perdas com defeitos, trocas ou reembolsos.

Embalagem e operação logística

Sim

Embalagem extra, processamento, separação e envio também impactam o custo final. 

Margem do lojista

Sim

Deve ser recalculada com base no custo total, não apenas no preço anunciado pelo fornecedor, antes de testar ou escalar campanhas.

 

Por que isso importa para dropshippers no Brasil?

 

Para os dropshippers brasileiros, essa mudança na regra não significa que o mercado voltou a ser simples. 

 

Mesmo assim, ela reduz uma parte importante da pressão sobre produtos de baixo ticket e pode trazer um novo fôlego para o dropshipping no Brasil. 

 

Na prática, os 4 principais impactos são: 

 

1. Produtos podem recuperar competitividade de preço

 

O primeiro impacto está na competitividade de preço. Produtos pequenos, leves e de menor valor podem voltar a fazer sentido, principalmente quando oferecem boa percepção de valor para o consumidor. 

 

Isso não quer dizer que qualquer produto barato vai vender bem, mas abre espaço para testar itens que antes ficavam inviáveis por causa da carga tributária.

 

2. Produtos de baixo ticket voltam a fazer sentido para testes 

 

Outro ponto importante é o teste de produtos. No dropshipping, muitos sellers precisam validar diferentes SKUs antes de escalar. 

 

Com menos pressão do imposto federal, produtos de baixo custo podem ser testados com mais flexibilidade, desde que o lojista ainda considere frete, ICMS, câmbio e margem.

 

3.  A aceitação do consumidor pode melhorar

 

A mudança também pode melhorar a aceitação do consumidor. 

 

Quando o preço final fica mais competitivo, o cliente tende a sentir menos resistência na hora de comprar produtos importados, especialmente em categorias de uso diário ou compra por impulso.

 

4. A margem precisa ser recalculada, não presumida

 

Ainda assim, dropshipper não deve presumir lucro automaticamente. A margem precisa ser recalculada com base no custo total da operação. 

 

Em vez de apenas baixar preços, o ideal é revisar produto, fornecedor, frete, embalagem, anúncios e atendimento antes de escalar as vendas.

 

Quais tipos de produtos podem ganhar força novamente?

 

Alguns tipos de produtos que antes ficavam menos competitivos podem voltar a ganhar espaço no mercado brasileiro. 

 

A chave aqui é focar em itens leves, de menor valor e com apelo de compra por impulso. Em geral, as categorias que podem se beneficiar incluem: acessórios para celular, pets, beleza, casa, gadgets, presentes criativos e outras… 

 

Esses são apenas exemplos. Para uma análise detalhada de produtos promissores e estratégias, confira nosso próximo artigo: Produtos de Dropshipping Abaixo de US$50 para Vender no Brasil em 2026. 

 

O que os dropshippers devem fazer agora?

 

Com o fim do imposto federal para compras internacionais de até US$50, muitos sellers podem ter a primeira reação de baixar preços ou voltar a testar produtos que antes pareciam inviáveis. 

 

Mas esse não deve ser o primeiro passo. Antes de mexer na loja ou subir campanhas, o mais importante é refazer a conta com calma.

 

  • O ponto de partida é recalcular a margem real. 
  • Também vale revisar os produtos que ficaram parados nos últimos meses.
  • Outro ajuste importante está na comunicação com o cliente.
  • Bundles também podem ser uma boa estratégia para aumentar o valor médio do pedido, mas precisam ser usados com cuidado. 
  • Antes de escalar, também é essencial confirmar fornecedor, qualidade e envio. 
  • Por fim, os anúncios também precisam ser testados de novo.



Para um passo a passo mais completo, veja também: Como Adaptar sua Loja de Dropshipping no Brasil Após o Fim da Taxa Federal de US$50. 



Como a SourcinBox pode ajudar dropshippers brasileiros neste novo cenário

 

Agora, a oportunidade voltou, mas a conta ainda precisa fechar. Não adianta encontrar um produto barato se o frete pesa, a embalagem falha, o fornecedor muda a qualidade ou a margem somente depois dos custos.

 

Por isso, antes de testar ou escalar um produto abaixo de US$50, vale olhar para tudo: sourcing, qualidade, custo total, embalagem, fulfillment e envio. São esses detalhes que separam uma campanha com potencial de uma operação cheia de retrabalho.

 

Nesse processo, a SourcinBox pode ajudar dropshippers brasileiros a encontrar fornecedores mais confiáveis, calcular custos com mais clareza, reduzir riscos com QC e organizar o processamento total e o envio internacional de forma mais estável.

 

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